Minha missão.


Minha missão nessa vida é fazer valer a vida. Seja através do exemplo, através das metáforas, das dinâmicas, das histórias lidas e observadas, através dos jogos ou dos vários depoimentos que brotam durante nossos encontros.
Observo que muitas pessoas sentem-se entristecidas porque julgam-se incapazes de criar, de mudar,de dar um outro rumo à sua própria vida, fazendo dessa vida, um estímulo para o dia-a-dia, para os desafios que o viver implica.
Penso que essa força vem da convicção de que podemos, de que temos essa condição de renovação, de criação e de competência.
Meu trabalho é fazer com que as pessoas vejam isso em si mesmas a partir de sua individualidade e de seu próprio talento.
Esse "ver" não é mágico. Ele existe a partir da nossa vontade de perceber, primeiro, a nossa própria existência e, em decorrência dela, a nossa grande capacidade de renovação e de reconstrução.
A resposta a isso tudo quem traz é cada um daquele que indaga. Na verdade, todas as nossas questões têm a nossa resposta em nós mesmos.
A minha proposta aqui, portanto, é fornecer textos, hitórias, metáforas, jogos que nos façam encontrar a NOSSA própria resposta.
Posso fazer isso por aqui, ou até atendendo grupos, bastando para isso entrar em contato especificando a sua necessidade ou a de seu grupo.
É claro que esse blog ficará muito mais rico se puder contar com SUA história, seu depoimento e suas respostas que, seguramente, ajudarão outras pessoas.
Aqui é um ponto de encontro.
Participe dele.
Entre na roda.
Haverá citações sobre as quais poderemos refletir, assim como textos e até exercícios de visualização e relaxamento.

Espero você.



Recebendo flores..

Recebendo flores..
SENAC Nova Friburgo 2007

Em sala de aula

Em sala de aula
Turrma de Segurança do Trabalho -2008

Cruso de Estética

Cruso de Estética
SENAC Nova Friburgo

domingo, 4 de janeiro de 2009

ENTREVISTA AO SITE "AMPUTADOS VENCEDORES"

Entrevista para o Site Amputados Vencedores.
Data: 4 de janeiro de 2009



1. Nome: Ana Maria Pimentel
2. Idade: 60 anos
3. Profissão: Professora Aposentada pelo Estado do Rio de janeiro.
4. Atividade atual: Palestrante na Área Motivacional, com foco na Auto- estima, desenvolvimento de talentos,relacionamento interpessoal.
5. Site: http://www.motivacaoecriatividade.blogspot.com
6. Tipo de deficiência : poliomielite na perna esquerda, adquirida aos
3 anos de idade.
7. Estado Civil: divorciada com 2 filhos e uma neta.
8. Fale-nos sobre sua deficiência:
Aconteceu em 1951, depois de uma gripe forte e febre alta. Nessa
Época, aos três anos de idade, já andava por todo lado, com muita
Autonomia. Após essa gripe, meus pais perceberam que eu precisava
Me apoiar em paredes para descer escadas, e muitas vezes, subia me
Apoiando no chão. O médico detectou pólio depois de exames. Mas
Ainda não sabia a extensão. Muita compressa quente foi feita em
Ambas as pernas. Ate se perceber que era somente na esquerda.
9. Como foi a sua infância?
Devo a meus pais e seus esclarecimentos, tudo o que sou hoje, pois fui educada como se não tivesse nenhuma dificuldade. Morava numa ladeira enorme. E a subia várias vezes ao dia. Fui sempre estimulada a desenvolver talentos. Estudei música: piano. Sempre me incentivaram a me comunicar. Era ouvida.Fazia longos passeios com minha mãe que somente perguntava se tudo estava bem. Somente percebia que em algumas brincadeiras como pique-esconde, por exemplo, meus primos tinham algum cuidado comigo e até mudavam de proposta. Também na hora de pular corda.
10. E a sua adolescência, como foi?
Como era tratada como uma pessoa sem dificuldades maiores, comecei a passar alguns constrangimentos. Nas aulas de ginástica, na escola, não podia fazer todos os exercícios, e isso me causava muito mal estar. Assim, como participar das paradas de 7 de setembro. Não conseguia acompanhar os passos dos demais. Contudo, jamais deixei de participar dessas atividades, Aprendi somente a respeitar meus limites. E me adaptar ao meu tempo e movimento permitidos. Em contrapartida, era uma ótima aluna, fazia teatro,me apresentava em audições do Conservatório de Música.
Era extrovertida. Sociável.
11. Como conseguiu superar essas marcas?
Basicamente, me respeitando. Aceitando quem eu sou. Sabendo que tenho outros talentos. Tendo certeza que sou muito mais do que uma perna com seqüela. E, o que é importante, sabendo tirar proveito disso tudo: cuidando de minha aparência como um todo, torando-me portanto, uma mulher bonita e charmosa.
12. E seu lado profissional, como se desenvolveu?
O meu lado profissional se desenvolveu em decorrência de tudo isso acima descrito. Nunca vi a pólio como um impedimento, e sim, como algo a que deveria me adaptar.
13. Tendo sentido na própria pele as dificuldades de um portador de
Deficiência, como você vê a relação da sociedade hoje com quem
Possui essa deficiência?
Em primeiro lugar, claro, vem a questão da acessibilidade. A sociedade
Como um todo, inclusive, claro , os nossos governantes, têm o dever
De nos dar condições de ir e vir. Calçadas em bom estado de
Conservação, em todos os lugares, facilidades para acesso através
De ladeiras substituindo escadas. Cadeiras nos bancos enquanto
Esperamos ser atendidos. Bancos nos pontos de ônibus. É terrível
Você não ter forças em suas pernas para ficar em pé e ter que faze-lo
Nos pontos de ônibus, escorando-se nas paredes! Deprimente isso!
Em segundo lugar, quase emparelhando com o primeiro, é a questão
Familiar. As famílias devem ser orientadas a lidar de forma POSITIVA
Com os deficientes. Não há limites para os seres humanos. Quem
Vai imprimir à sua vida esse limite, é o próprio indivíduo. Mas ninguém
13. Profissionalmente, em algum momento, houve alguma dificuldade em
Função de sua deficiência?
Esta havendo agora, aos 60 anos. Em minhas aulas, uso mais as cadeiras do que antes. Não posso mais ficar tanto tempo em pé.
E as escadas, de repente, se mostram , cada dia, mais difíceis de subir.
Subir escadas sem corrimão está fora de cogitação. Andar grandes distâncias também vejo com reserva e ponderação. Pelas minhas pesquisas, estou na fase que chamam de “síndrome pós pólio”.
O que é uma pena! A cabeça não acompanha, DEFINITIVAMENTE, a
Limitação do corpo.
14. E qual a sua opinião sobre a pessoa portadora de deficiência no
Mercado de trabalho?
Essa pergunta também tem dois pontos importantes a considerar.
Primeiro que o deficiente deve sempre cuidar de sua auto-estima,
Amar-se e aceitar-se como ele é. Desenvolvendo seus inúmeros talentos, conhecendo as várias competências para o Mercado de
Trabalho e aprimorando-se nelas.
Segundo: As Empresas, considerando os limites da deficiência
Apresentada pelo colaborador, aceita-lo sem reservas, tratando-o
Com a dignidade que qualquer colaborador merece, ouvindo-o, aceitando ou refutando suas idéias, sabendo-o capaz dentro daquela
Função a que se dispõe desempenhar.
15. Qual a sua mensagem para os portadores de deficiência que ainda não
Alcançaram esse otimismo? SE tiver site, blog, nos mande.
Não é absolutamente, uma questão de otimismo. E sim, o reconhecimento de que somos capazes! A isso chamamos de auto-aceitação e auto -respeito. A que todo ser humano têm direito.
Temos exemplos da História de pessoas que ABSOLUTAMENTE,
Não se viam impedidas de criar ou de prosseguir. Exemplo disso é
Beethoven que escreveu a sua Nona Sinfonia quando já não ouvia mais nada.
Por que uns conseguem prosseguir e outros não?
A diferença está , sem dúvida, na forma como nos enxergamos.
Como costumo dizer: Posso tudo que quiser, mas dentro do meu ritmo
Do meu passo,respeitando quem sou e me orgulhando daquilo que construo, da forma que posso.
Essa forma me representa como ser único, inigualável e CAPAZ!

Sim, estou à disposição para receber ligações através do celular:
22- 98874236 ou pelo meu e-mail: ana.maria.pimentel@hotmail.com
Ou também pelo meu blog cujo endereço já esta nessa matéria.
Estou também à disposição para fazer palestras em qualquer parte do
Brasil.

Agradeço o espaço , gentilmente, oferecido pelo “Amputados Vencedores” na pessoa de Flávio , amigo de longa data , a que carinhosamente, chamo de “ padrinho”.
Espero, de alguma maneira, ter contribuído.

Um forte abraço para todos.

Nova Friburgo, 4 de janeiro de 2009

Nenhum comentário:

Canto das Metáforas.

Mestre Ramesh (crises)

Certa vez, perguntei para o Ramesh, um de meus mestres na Índia:
- Por que existem pessoas que saem facilmente dos problemas mais complicados, enquanto outras sofrem por problemas muito pequenos, morrem afogadas num copo de água?
Ele simplesmente sorriu e contou-me uma história:
Era uma vez um sujeito que viveu amorosamente toda a sua vida. Quando morreu, todo mundo lhe falou para ir ao céu, um homem tão bondoso quanto ele somente poderia ir para o Paraíso. Ir para o céu não era tão importante para aquele homem, mas mesmo assim ele foi até lá.
Naquela época, o céu não havia ainda passado por um programa de qualidade total. A recepção não funcionava muito bem. A moça que o recebeu deu uma olhada rápida nas fichas em cima do balcão e, como não viu o nome dele na lista, orientou-lhe para ir ao Inferno.
E no Inferno, você sabe como é. Ninguém exige crachá nem convite, qualquer um que chega é convidado a entrar. O sujeito entrou lá e foi ficando. Alguns dias depois, Lúcifer chegou furioso às portas do Paraíso para tomar satisfações com São Pedro:
- "Você é um canalha! Nunca imaginei que fosse capaz de uma baixaria como essa. Isso que você está fazendo é puro terrorismo!"
Sem saber o motivo de tanta raiva, São Pedro perguntou, surpreso, do que se tratava. Lúcifer, transtornado, desabafou:
- "Você mandou aquele sujeito para o Inferno e ele está fazendo a maior bagunça lá. Ele chegou escutando as pessoas, olhando-as nos olhos, conversando com elas. Agora, está todo mundo dialogando, se abraçando, se beijando. O inferno está insuportável, parece o Paraíso!" E fez um apelo:
- "Pedro, por favor, pegue aquele sujeito e leve-o de lá!"
Quando Ramesh terminou de contar essa história, olhou-me carinhosamente e disse:
- "Viva com tanto amor no coração que se, por engano, você for parar no Inferno o próprio demônio o trará de volta ao Paraíso."
Problemas fazem parte da nossa vida, porém não deixe que eles o transformem numa pessoa amargurada. As crises vão estar sempre se sucedendo e às vezes você não terá escolha. Sua vida está sensacional e de repente você pode descobrir que sua mãe está doente; que a política econômica do governo mudou e que infinitas possibilidades de encrencas aparecem.
As crises você não pode escolher, mas pode escolher a maneira como enfrentá-las. E, no final, quando os problemas forem resolvidos, mais do que sentir orgulho por ter encontrado as soluções, você terá orgulho de si mesmo.